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Oscar, retrato da demência segue em alta entre os cinéfilos

Expressão maior do Oscar 2020, Meu Pai foi escrito em 2012, originalmente para o teatro, sendo estrelado por Isabelle Gélinas e Robert Hirsch. Anos depois, teve o texto adaptado brilhantemente ao cinema. Resultado: seis indicações ao Oscar, além de render o prêmio de melhor ator ao maravilhoso Anthony Hopkins.

 É comovente o relato da história de Anthony (interpretado por Hopkins), idoso de 83 anos diagnosticado com um tipo de demência, em sua incapacidade de compreender e lidar com a doença.

Por outro lado, sua filha Anne (Olivia Colman) segue bravamente ao lado dele, só que vive dilemas comuns aos familiares desse tipo de enfermidade.

Em seus embaralhamentos de mente, Anthony expõe marcas da morte de sua outra filha, Lucy. Ele não recorda do acidente, mas diversas vezes manifesta saudade e, na irracionalidade de sua dor, ofende Anne, talvez buscando aliviar pressuposta culpa.

Os diálogos de Meu Pai são fortes, traduzem de uma maneira consistente a experiência de conviver com uma doença que causa esquecimento e rouba a noção do real.

ALZHEIMER

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 40 milhões de pessoas sofrem com algum tipo de demência no planeta. A doença de Alzheimer representa de 60 a 70% dos casos e estima-se que até 2050 mais de 150 milhões sejam diagnosticados.

Norberto Anízio Ferreira Frota, coordenador da Residência Médica de Neurologia do Hospital Geral de Fortaleza e professor adjunto IV do Curso Medicina da Universidade de Fortaleza, enaltece o fato de o enredo trazer à sociedade a chance de reflexão sobre a questão.

“O filme oferece ao telespectador uma visão da Doença de Alzheimer, não pelo olhar médico, mas pela ótica do próprio paciente. É possível entender por meio das cenas como se dá o fun- cionamento das confusões mentais do portador. Mostra com clareza também como os familiares precisam estar presentes e acolher. Em momentos difíceis, é necessária a percepção de que é tudo uma nuvem da mente e o paciente não age a fim de ofender, é apenas confu-são. Meu Pai retrata de maneira espetacular como são os pensamentos de quem sofre com a doença”.

“O filme oferece ao telespectador uma visão da Doença de Alzheimer, não pelo olhar médico, mas pela ótica do próprio paciente”.

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