Caiu na rede é neuro



Todos os dias, em ritmo acelerado, as tecnologias de comunicação abrem novas fronteiras aos médicos. Via redes sociais, por exemplo, ocorre intenso compartilhamento de pesquisas, de estudos científicos, de imagens, vídeos, de descobertas e revisões das diversas especialidades e campos científicos.


As iniciativas de desenvolvimento e atualização continuados em Neurologia são crescentes e interessantes. No Brasil, têm até virado campeãs de audiência, promovendo debates por meio de lives, palestras em webinar, esclarecendo dúvidas de acadêmicos de Medicina, compartilhando conhecimentos/experiências, discutindo casos, só para ficar em poucos exemplos.


O ABNews apresenta aqui três cases de respeito, muito bons mesmo. Fica nossa sugestão para visitar, conhecer bem todas as oportunidades/funcionalidades, dar um like e seguir.



NeuroPost (@neuro.post)


Presente no Instagram, com contas também no Facebook e Youtube, o canal promove educação continuada em Neurologia, com conteúdo informal e descontraído. Ronnyson Susano Grativvol e Wagner Cid Palmeira Cavalcante, membros titulares da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica, são os idealizadores/produtores. Fazem transmissões ao vivo, debates sobre artigos científicos e novidades da especialidade, com especial atenção às demandas de acadêmicos e residentes.


O canal já conta com mais de 30 mil seguidores, focando a revisão científica em materiais referenciados, de forma orgânica e integrada à prática clínica. O conteúdo é teórico-prático, baseado em referências bibliográficas de livros e periódicos consagrados na Neurologia.

O @neuro.post é dinâmico, com ótima interface e recebe sugestões, dicas e correções: uma ferramenta que amplia o networking e o conhecimento.



Neurologia descomplicada (@neurologia_descomplicada)


Breno Barbosa, vice coordenador do DC de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da ABN, é o criador e gerenciador da página, sucesso no Instagram e no Facebook. O conteúdo é direcionado a estudantes e profissionais da área de saúde, de forma a tornar a Neurologia mais simples e compreensível, sem perder qualidade, além de combater a neurofobia.


Os posts revisam aspectos práticos a partir de casos clínicos e há ainda transmissão de lives e congressos on-line. Breno comenta que o uso das redes sociais é fundamental para ser encontrado e para fazer a diferença. “Muitas vezes, é como um cartão de visitas virtual e ainda um canal para estreitar a comunicação com pacientes. Aliás, para os pacientes, é útil para encontrar profissionais e conhecê-los melhor. É uma forma de marketing individualizada e contemporânea”.



Neurotube (@neuro.tube)


É outra plataforma consolidada no Instagram e no Youtube. Seu mentor é Carlos Roberto Martins Junior, neurologista e neurofisiologista, doutorado em Neurociências pela UNICAMP. A iniciativa começou em 2020, em resposta à pandemia, como forma de auxílio às aulas remotas. Desde então, semanalmente há novos posts no story e no feed sobre casos clínicos e os denominados “achados neurológicos”.


O público principal são estudantes de medicina e residentes de Neurologia, Neurocirurgia e Neuropediatria. Uma das metas é humanizar mais a assistência desde a graduação. Carlos analisa que, em tempos recentes, tem se perdido demais no quesito “examinar o paciente”: “Diversos alunos já entram querendo aprender tomografia e ressonância. Assim, a anamnese e o exame físico tendem a ficar de lado. Só que são essenciais na formação médica, durante a graduação e a residência, aliás, como no dia a dia da boa Medicina.”.

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