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Dor de cabeça: como o estresse e a ansiedade podem ser possíveis gatilhos

A privação de sono e as preocupações financeiras, comuns na rotina, também são pontos de atenção



A dor de cabeça atinge milhões de indivíduos ao redor do mundo. Dentre os principais tipos, o que mais acomete a população (80%) é o tensional, sendo que em pelo menos 10% das pessoas isso ocorre com frequência. Estudos afirmam ainda que fatores emocionais, como estresse e ansiedade, podem ser os principais gatilhos.


“A cefaleia tensional é caracterizada pela presença de dor nos dois lados da cabeça. Além disso, as partes frontais e posteriores também podem ser afetadas. Esta dor, que costuma começar branda e piorar ao decorrer do dia ou com a realização de esforços, possui uma sensação de aperto na cabeça e pode ter duração de 30 minutos por até sete dias. Este tipo é mais comum nas mulheres que nos homens”, explica a neurologista membro da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Cefaleia, Dra. Evelyn Esteves Dias.


Dentre as causas que podem ser elencadas para o aparecimento das cefaleias tensionais, de acordo com a neurologista, estão as físicas, como falta de repouso, má postura, cansaço crônico e jejum prolongado. Fatores psicológicos, como estresse, ansiedade e depressão, também têm sido bastante ligadas a este tipo de dor de cabeça. A privação de sono e as preocupações financeiras, comuns na rotina, são pontos de atenção levantados pela Dra. Evelyn.


“A questão emocional tem contribuído muito para aumentar a frequência das dores de cabeça. Isso porque somos muito cobrados e exigidos, trabalhamos muito e tiramos pouco tempo para descansar. Além disso, existe uma defasagem na alimentação, as pessoas não praticam exercícios e não possuem um horário de sono pré-estabelecido, fatores que são importantes para aumentar a incidência de dores de cabeça entre os indivíduos”, diz a Dra. Evelyn.


Gatilhos da dor de cabeça


Apesar de não parecer, o estresse funciona como um mecanismo de adaptação do corpo a situações que possam exigir vigor e energia, conforme explicado por um estudo que o analisa como comorbidade das cefaleias primárias. Entretanto, de acordo com este mesmo artigo, é a exposição às intensidades maiores de estresse que são negativas e ultrapassam os limites corporais.


Além disso, a pesquisa “O futuro da dor de cabeça”, realizada pela WGSN e solicitada pela biofarmacêutica Takeda, indicou que esses gatilhos atuais também poderão continuar provocando as cefaleias tensionais no futuro. Estresse,falta de sono, ansiedade e a crescente influência da tecnologia no cotidiano foram indicados como possíveis estímulos das dores de cabeça nos próximos anos.


A Dra. Evelyn ressalta que para tratar este tipo de cefaleia é necessário entender a raiz dos problemas emocionais para cuidá-los da maneira correta. “Para uma dor de cabeça tensional, em que a ansiedade e o estresse forem identificados como as principais razões, é essencial combinar métodos para a obtenção de bons resultados. O paciente deverá ser medicado e também realizar tratamentos não farmacológicos, como por exemplo, psicoterapias gerais, para reduzir os níveis da ansiedade e do estresse no organismo”. A neurologista ainda reforça que, caso o paciente sinta três dores de cabeça em um mês, por três meses consecutivos, é necessário procurar um médico especializado. Fonte – Guia da Farmácia

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