Especialista alerta sobre cuidados para evitar que novo coronavírus cause danos cerebrais



Entre as mazelas trazidas pela covid-19 para sociedade, a causa de acidente vascular cerebral (AVC) não é observada com frequência por especialista. Nem por isso, as pessoas devem descuidar do cérebro durante esse período de pandemia. O alerta é feito pelo médico Pedro Kowacs, chefe de cardiologia do Instituto de Neurologia e Cardiologia (INC) de Curitiba. “Pode haver doença neurológica causada pelo novo coronavírus? Pode, mas felizmente isso é infrequente”, diz o especialista, em bate papo no Programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia. Para ele, ainda assim, a prevenção sempre é o melhor cuidado.


Kowacs explica que os vírus são agentes microscópicos e podem atingir qualquer parte do corpo. “Temos vírus que ficam latentes no cérebro. Eles se manifestam, por exemplo, em casos de baixa imunidade”, explica. Por isso, diz o especialista, é necessário que as pessoas mantenham em dia as vacinas que já existem para evitar infecções respiratórias, como é o caso da vacina da gripe e da pneumonia bacteriana. “Manter a vacinação em dia ajuda muito. Vacinas como da gripe H1N1, para a população em geral, e da pneumonia bacteriana, para quem tem mais de 60 anos. Caso faça isso, a pessoa já vai fazer um favor a si mesma”, exemplifica.


O médico explica que o cérebro dá sinais inequívocos de problemas. “Sempre que ocorrer, a pessoa vai sentir.” Por isso, quem observar algo estranho nesse sentido, deve procurar ajuda. “As pessoas devem observar déficits neurológicos, como perdas que ocorrem de forma abrupta e que duram mais que alguns minutos. Nestes casos, é necessário que a pessoa procure imediatamente um hospital”, orienta.


Para o chefe de cardiologia do Instituto de Neurologia e Cardiologia, caso estes sintomas apareçam, as pessoas não devem temer procurar ajuda por causa da pandemia. “Uma das grandes preocupações dos neurologistas é que menos pacientes estão procurando atendimento neurológico. Muitos não vão com medo do novo coronavírus e atrasam seu tratamento. Hoje, o tratamento do AVC é como o do infarto. Se a pessoa chega logo no hospital, em muitos casos este coágulo pode ser retirado. Quanto antes o procedimento é feito, mais chance recuperação”, explica.


Como forma de acalmar as pessoas, Kowacs cita o exemplo do próprio INC. “O INC está sendo extremamente cuidadoso com a questão do coronavírus. Não temos casos de pacientes contaminados lá dentro. Implantamos medidas rigorosas, com triagem específica. Fizemos mudanças na planta física e de fluxo para resultar em segurança aos nossos pacientes”.


Fonte - Diário dos Campos

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