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Exame analisa principais competências dos futuros neurologistas do Ceará




OSCE, sigla em inglês para objective structured clinical examination, refere-se a uma avaliação muito comum na Medicina, onde futuros profissionais da saúde testam suas competências colocando o conhecimento em prática. A estrutura do exame propicia ao residente um feedback imediato, levando à percepção dos principais pontos a serem melhorados.


No Ceará, os médicos preceptores do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), com o apoio da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), aplicaram o OSCE aos residentes dos 2° e 3° anos de Neurologia. Tendo em vista que ambas as instituições são grandes expoentes de neurologistas no Estado, a iniciativa, que aconteceu no sábado (07) pela manhã, teve como objetivo agregar à formação dos alunos.


O dr. Manoel Sobreira, professor na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e supervisor da Residência do HUWC, explica que o modelo é feito a partir da simulação de atendimento em seis estações, com duração de aproximadamente dez minutos cada. Condutas referentes a pacientes com epilepsia, AVC, cefaleia e exames neurológicos são postas em prova de acordo com um questionário pré-determinado.


Dr. Norberto Frota, coordenador da Residência do HGF, afirma: “Quando pensamos em avaliar o conhecimento, a primeira coisa que vem a mente é uma prova teórica. Porém, na Medicina, nem sempre essa prova condiz com a experiência do dia a dia”. Para o especialista, o OSCE é a forma mais fidedigna de avaliar se o aluno adquiriu a competência que se espera dele como profissional da saúde.


Além disso, a prática permite, ao final de cada estação, uma análise franca do desempenho, apontando aspectos a serem melhorados. “Mais que uma avaliação ligada a notas, é forma de descobrir quais áreas da prática clínica estão de acordo com o que se exige na realidade e quais precisam de maior atenção”, completa dr. Norberto.


Dr. Sobreira ressalta ainda a possibilidade dos avaliadores identificarem os principais pontos de dificuldade dos alunos e trabalharem em conjunto.


“O próprio paciente também é beneficiado, pois, ao formar um médico mais completo e com habilidades mais adequadas, a assistência, consequentemente, tende a melhorar”, destaca o especialista.


O OSCE, utilizado na prova admissional da residência, é comum em cursos de graduação, mas nem tanto ao longo da residência médica. Para dr. Norberto, hoje, o mais importante não é medir apenas o conhecimento, mas a competência. “Não adianta saber sobre a Doença de Alzheimer, por exemplo, se não possui a aptidão necessária para atender o paciente”, ressalta.


Frente ao sucesso da avaliação, a ideia é realizar outra edição ainda em 2020 e, em um futuro próximo, ampliar a ação para outras regiões do Brasil.

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