Neurologia e cidadania



Conscientizar a população sobre os perigos e a prevenção do AVC (Acidente Vascular Cerebral). Foi com esse foco que alunos de Medicina de Maringá, Paraná, criaram, em 2007, o projeto “Domingo no Parque”, sob supervisão do professor e médico neurologista Paulo César Otero Marcelino.


Desde então, eles têm presença certa no Parque do Ingá, a cada 15 dias. No local, bastante movimentado, montam um espaço para esclarecimentos sobre AVC ao povo das caminhadas, exercícios físicos e praticantes de outras atividades.


A despeito de o AVC ser a segunda principal causa de morte no Brasil, campanhas de orientação sobre a doença não são realizadas com regularidade. Há o Dia Mundial do AVC, é fato, mas trata-se de alerta anual, sempre em 29 de outubro.


“Domingo no Parque” mira a disseminação regular de hábitos preventivos. Conta ainda com a participação de fonoaudiólogos e enfermeiros, abrangendo também mais questões relevantes, como hipertensão arterial e diabetes.


O projeto é coordenado pela Liga Acadêmica de Neurologia da Unicesumar (LANU) com apoio da própria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Uningá.


Durante a pandemia, foi interrompido pela necessidade de isolamento social. Os estudantes, então, começaram a prestar suporte on-line, com palestras dinâmicas e ações de extensão nas redes sociais.



A visão dos alunos


“Eles são muito entusiasmados. Fazem a montagem das barracas e o revezamento entre os grupos. Os dados coletados auxiliam em trabalhos, pesquisas e estatísticas, contribuindo para o aprendizado e para o futuro da Neurologia”, afirma o professor Paulo Marcelino.

Além de disponibilizar material didático e de elucidas dúvidas dos frequentadores do parque, o grupo zela pela relação médico-paciente.


Diego de Faria Sato, do 6° ano da Faculdade de Medicina da Unicesumar e presidente da Liga de Neurologia por três anos, relata:


“É um momento em que podemos conversar com o paciente sem a rigidez do meio acadêmico. ‘Domingo no Parque’ desenvolveu o meu desejo interpessoal de conhecer outras pessoas, trabalhar em grupo e saber mais sobre o próprio o AVC”.

Gustavo Sartori Cossa, 4° ano na Unicesumar, complementa. “É recompensador. Vários retornam e contam que deram dicas à família. É uma forma de interagir com a comunidade extrapolando os limites do consultório. Gera confiança”.

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