O impacto do exercício no envelhecimento do cérebro



Idosos que caminham, nadam, dançam ou fazem jardinagem têm cérebros maiores que seus pares inativos. Esse é o resultado de um estudo que será apresentado no 72º. encontro anual da Academia Americana de Neurologia, que ocorrerá de 25 de abril a 1º. de maio em Toronto, no Canadá. O efeito do exercício foi medido: os cérebros dos indivíduos ativos eram quatro anos mais jovens. Os pesquisadores usaram aparelhos de ressonância magnética para medir o cérebro de pessoas com diferentes níveis de engajamento em atividades, incluindo de sedentários a muito ativos. O escaneamento mostrou que os indivíduos que menos se exercitavam eram os que tinham um cérebro com menor volume.


“Os resultados sugerem que, potencialmente, podemos prevenir o encolhimento do cérebro e os efeitos do envelhecimento simplesmente nos tornando mais ativos. Embora não possamos provar que o exercício previna o encolhimento do cérebro, o estudo mostra essa associação”, declarou Yian Gu, professora da Universidade de Columbia e membro da Academia Americana de Neurologia. Ela lembrou que trabalhos recentes já haviam demonstrado que a atividade física poderia reduzir o declínio cognitivo e ressaltou a importância da pesquisa para ampliar esse campo do conhecimento.


Foram 1.557 participantes com idade média de 75 anos. Nenhum tinha demência, mas 296 apresentavam um leve comprometimento cognitivo e 28% carregavam o gene APOE E4, associado ao Alzheimer. Todos passaram por exames físicos e testes de memória, além de responder sobre as atividades e tarefas diárias que executavam. Os pesquisadores então calculavam quanto tempo e energia cada um gastava. Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com seu comportamento: os inativos, sempre sedentários; os razoavelmente ativos, cujo volume de exercício ficava entre uma hora intensa a duas horas e meia leves por semana; e os muito ativos. Esse último grupo era o que, semanalmente, se dedicava a sete horas de atividades leves (como caminhadas), ou a quatro horas de atividades moderadas (natação), ou ainda a duas horas de atividades intensas – corrida, por exemplo. Eram os indivíduos que apresentavam cérebros com maior volume. Foram feitos ajustes por idade, sexo, raça e, mesmo quando eram excluídos aqueles com um pequeno comprometimento cognitivo, o resultado não se alterava.


O desafio é manter o nível de atividade física à medida que se envelhece. Em entrevista ao site Healthline, a neurologista geriátrica Verna Porter afirmou que, apesar da recomendação médica de que adultos se exercitem por pelo menos 150 minutos semanais, apenas um quarto das pessoas acima dos 60 anos atinge esse patamar. A Associação Americana de Cardiologia divulgou, no começo do mês, dois trabalhos que demonstram como idosos podem viver mais e com qualidade ampliando sua atividade física, sem que isso seja sinônimo de um esforço extenuante. Nosso cérebro começa a se atrofiar perto dos 40 anos, mas o processo se acentua depois dos 70.


“Quando o cérebro começa a encolher, há uma perda de células e também ocorre uma redução no tamanho de outras células. Essas são mudanças compatíveis com o envelhecimento, mas se aceleram quando há um quadro de Doença de Alzheimer”, explicou o médico Jeffrey Burns, do Centro de Alzheimer da Universidade do Kansas. Quando praticamos exercícios aeróbicos, o coração se fortalece e ganha eficiência na entrega de oxigênio e nutrientes para que as células cerebrais funcionem. Por isso, nunca é tarde demais para começar.


“Os resultados sugerem que, potencialmente, podemos prevenir o encolhimento do cérebro e os efeitos do envelhecimento simplesmente nos tornando mais ativos. Embora não possamos provar que o exercício previna o encolhimento do cérebro, o estudo mostra essa associação”, declarou Yian Gu, professora da Universidade de Columbia e membro da Academia Americana de Neurologia. Ela lembrou que trabalhos recentes já haviam demonstrado que a atividade física poderia reduzir o declínio cognitivo e ressaltou a importância da pesquisa para ampliar esse campo do conhecimento.


Foram 1.557 participantes com idade média de 75 anos. Nenhum tinha demência, mas 296 apresentavam um leve comprometimento cognitivo e 28% carregavam o gene APOE E4, associado ao Alzheimer. Todos passaram por exames físicos e testes de memória, além de responder sobre as atividades e tarefas diárias que executavam. Os pesquisadores então calculavam quanto tempo e energia cada um gastava. Os participantes foram divididos em três grupos de acordo com seu comportamento: os inativos, sempre sedentários; os razoavelmente ativos, cujo volume de exercício ficava entre uma hora intensa a duas horas e meia leves por semana; e os muito ativos. Esse último grupo era o que, semanalmente, se dedicava a sete horas de atividades leves (como caminhadas), ou a quatro horas de atividades moderadas (natação), ou ainda a duas horas de atividades intensas – corrida, por exemplo. Eram os indivíduos que apresentavam cérebros com maior volume. Foram feitos ajustes por idade, sexo, raça e, mesmo quando eram excluídos aqueles com um pequeno comprometimento cognitivo, o resultado não se alterava.


O desafio é manter o nível de atividade física à medida que se envelhece. Em entrevista ao site Healthline, a neurologista geriátrica Verna Porter afirmou que, apesar da recomendação médica de que adultos se exercitem por pelo menos 150 minutos semanais, apenas um quarto das pessoas acima dos 60 anos atinge esse patamar. A Associação Americana de Cardiologia divulgou, no começo do mês, dois trabalhos que demonstram como idosos podem viver mais e com qualidade ampliando sua atividade física, sem que isso seja sinônimo de um esforço extenuante. Nosso cérebro começa a se atrofiar perto dos 40 anos, mas o processo se acentua depois dos 70.


“Quando o cérebro começa a encolher, há uma perda de células e também ocorre uma redução no tamanho de outras células. Essas são mudanças compatíveis com o envelhecimento, mas se aceleram quando há um quadro de Doença de Alzheimer”, explicou o médico Jeffrey Burns, do Centro de Alzheimer da Universidade do Kansas. Quando praticamos exercícios aeróbicos, o coração se fortalece e ganha eficiência na entrega de oxigênio e nutrientes para que as células cerebrais funcionem. Por isso, nunca é tarde demais para começar.


Fonte – G1

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