Reunião de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira discute novidades da prática médica



Ocorreu nesta segunda-feira, dia 02 de março de 2020, a Reunião de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira com a presença das Sociedades de Especialidades, representando a Academia Brasileira de Neurologia as neurologistas Francisca Goreth Fantini e Emanuelle Roberta da Silva Aquino.


Temas relevantes à classe médica foram discutidos, com destaque à Palestra Telemedicina pelo Dr. Chao Lung Wen, vindo de encontro às inovações da Gestão da Academia Brasileira de Neurologia que avança frente às necessidades presentes e futuras em acompanhar a medicina. 5 O, e nesta redefinição da prática médica, necessariamente, resultará em mudanças na formação do médico, com uma reinvenção da saúde médica, em cima da qualidade existente.


Essa preocupação reflete discussões e ajustes ocorrerão na formação profissional, em uma época caracterizada pelo uso intensivo de tecnologias e inteligência artificial.

Com este perfil inovador, foi criada no mês de Janeiro 2020 a Comissão Aberta em Telemedicina da ABN (CAT-ABN), vislumbrando o acompanhamento das transformações em teleneurologia, tendo como Coordenadora a Dra. Emanulelle.


A Neurologia já dispõe de modelos de atenção à distância substanciados cientificamente, considerando as dimensões continentais de nosso país e a dificuldade de acesso a especialistas, a urgente demanda promovida pelo CFM, para o aperfeiçoamento da Resolução nº 1.643/2002, considerando a vulnerabilidade do médico ante os condicionantes legais e a vigente exploração de sua força de trabalho através de sistemas de atenção à distância, cuja base tecnológica instalada no país, detida principalmente pelas grandes operadoras de atenção à saúde, dão ensejo a exercício profissional não previsto formalmente.


A CAT-ABN, terá estreito vínculo com a Diretoria Executiva, Comissão de Defesa Profissional, Diretoria Científica e demais instâncias da ABN, requisitadas ou manifestantes, baseada nos princípios da ética, da inovação necessária a nossa realidade médica, para acompanhar os avanços que necessitaremos enfrentar.


Com a participações dos Departamentos Científicos da ABN, um documento com as recomendações em Telemedicina foi elaborado e encaminhado ao Conselho Federal de Medicina em 28/02/2020, e será disponibilizado no site da ABN.


Para o desenvolvimento dos futuros neurologistas, vislumbramos que, através das tecnologias, as mudanças das práticas médicas deverão refletir num currículo ajustado a esses novos paradigmas resultantes da mudança de uma época da informação e do conhecimento para uma época caracterizada por novas tecnologias e pela inteligência artificial, levando-os ao desenvolvimento de perguntas de excelência, a fim de que desenvolvam a maturidade crítica e a formação dos futuros neurologistas 5.0.


Avançamos em conhecimentos com o progresso da humanidade, e podemos observar na evolução da história a revolução de informações ao longo dos anos, numa previsão que teremos a duplicação das informações humanas em 2021, a cada 24h.


Neste contexto, necessitamos localizar as informações significativas, na relevância que há necessidade de usá-las. Desta forma, atuamos diante de que o possível está feito, e certamente trabalharemos para que o impossível, também seja feito, com o foco que a inteligência é um algoritmo na posição de cada um.


Desde que o ser humano cuide das pessoas, não haverá a desumanização. Com a era da Inteligência artificial, o tempo poupado com o auxílio de inteligência artificial, será utilizado em pesquisas, e assim nós poderemos cuidar mais das pessoas.


O Dr. Mario Fernando Lins discorreu sobre proposta do Conselho Regional de Pernambuco CREMEPE para revisão da Resolução CFM 2.227/2018, proposta de Resolução protocolada no CFM, ficando decidido que as Sociedades, por meio de seus representantes da Defesa Profissional, farão a análise da proposta do CREMEPE e da Resolução CFM 2.227/2018, e farão suas contribuições num prazo de até 15 (quinze) dias diretamente ao CFM.


O Dr. Álvaro Pulchinelli, apresentou a palestra sobre “Point of Care – POCT” ou Teste Laboratorial Remoto, sendo todo aquele exame realizado em equipamento laboratorial situado fora da área do laboratório clínico. Na neurologia, nos deparamos, por exemplo, com as Polissonografias realizadas fora do Laboratório de Sono, e neste entendimento avaliamos as dimensões em custo / benefício, os cenários nos quais ocorrem, tais como hospital, ambulatórios, consultórios, domicílios, etc. Havendo necessidade de discussões, formas de acesso, valoração e remuneração no cenário de saúde Suplementar.


A Dra. Maria Teresa Lodi, apresentou sobre a Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD. Discutimos desde a aprovação da Lei 13.709/2018, quando foi aprovada por unanimidade no senado em julho de 2018, e com vigência em outubro de 2020. Havendo a necessidade das empresas, e incluindo nós médicos, analisar e implementar as adequações necessárias, para assim minimizar a chance de possíveis problemas. O grande impacto da GDPR na saúde no Brasil, com normas editadas pelo CFM tem o rigor e diz: “O médico é obrigado a preservar todos os dados trocados por texto, imagem ou áudio, entre médicos, pacientes e profissionais da saúde. As informações devem ser guardadas por 20 anos.”


Finalizando, uma palestra sobre Inteligência Artificial na Saúde – pelo Dr. Gustavo Meirelles, com foco na visão das oportunidades advindas através da IA, tais como: automatização de processos, ganhos de eficiência, redução de erros, aumento da qualidade, e enobrecimento da profissão. E em outra vertente, as possíveis ameaças, tais como: a dependência mais das máquinas, a desvalorização do ser humano, o desemprego, e a estagnação econômica.


Neste entremeio, encontramos o homem, detentor da maior inteligência, e responsável por criar a “máquina”. A nossa mensagem é simples: “encontra-se na humanização da medicina”, que devemos sempre, ter um olhar humano para o ser humano que atendemos, temos a impressão, que os médicos que já são robóticos, serão substituídos por robôs. Porém, os médicos humanos, que sabem olhar, examinar, tem empatia, são insubstituíveis. Com a telemedicina e a Inteligência Artificial, poderemos ampliar em uma medicina mais preditiva, de maior precisão, e mais assertiva.

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