Trabalho fora e memória das mulheres

Atualizado: Nov 10


Mulheres que trabalham fora de casa podem apresentar memória mais nítida ao longo da vida, de acordo com pesquisa publicada dias atrás pela Academia Americana de Neurologia, informa o portal UOL, em seu blog Viva Bem. O estudo mostra que há benefícios cognitivos no ato de trabalhar, segundo Erika Sabbath, uma das pesquisadoras e professora da Universidade de Boston, nos EUA,. "Muitas vezes, só pensamos nos riscos à saúde que pode ocorrer no trabalho", disse ela. "Mas este estudo destaca os possíveis benefícios para a saúde.

Como foi feito o estudo? O estudo foi realizado com 6.189 mulheres norte-americanas na faixa dos 55 anos ou mais. A cada dois anos, as participantes deveriam fazer o teste de memória, relatando o status do emprego, do casamento e da maternidade. Em média, elas foram acompanhadas durante 12 anos (entre 1995 e 2016). A pesquisa levou em conta fatores como raça, nível de educação e as condições sociais e econômicas dessas mulheres durante a infância.

Quais foram os resultados? Os pesquisadores descobriram que as mulheres que trabalharam fora de casa durante a idade adulta e a meia-idade apresentaram uma memória mais preservada ao longo do tempo. Entre 60 e 70 anos, por exemplo, a taxa de declínio da memória entre as mães que não trabalhavam era 50% maior em relação às mães que estavam inseridas no mercado. Além disso, o estudo mostrou que a taxa de declínio da memória foi mais lenta entre as mães solteiras que trabalham do que mães casadas que ficam em casa —embora o último grupo tendesse a vir de origens "mais privilegiadas". Por que este estudo é importante? A pesquisa é importante porque mostra que o trabalho pode ajudar a "exercitar" o cérebro, a partir de interações em equipe e o aprendizado de novas habilidades, por exemplo. Tudo isso, consequentemente, faz com que a pessoa apresente um bom funcionamento cognitivo ao longo da vida. Entretanto, Thomas Vidic, membro da Academia Americana de Neurologia, não envolvido no estudo, ressaltou que existem outras formas de manter a saúde do cérebro em dia, como dieta saudável, fazer exercícios regulares, não fumar e controlar os fatores de risco cardiovasculares. "O que fazemos no início da vida adulta e na meia-idade afeta nossa saúde mais tarde na vida", disse Vidic. "Você não quer esperar até os 80 anos para fazer alterações."


Fonte – UOL, Viva Bem

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